Serviços Tecnológicos
- Área da eletrônica
- adaptadores que fazem luzes piscarem ou suportes especiais que vibram quando a campainha toca;
- despertadores ligados a um dispositivo, colocado sob o colchão ou o travesseiro, que vibra para despertar a pessoa;
- telefones equipados com um amplificador ou sistemas de circuito, que podem ser ligados ao aparelho de surdez;
- adaptador para a visualização de dados, que ligado ao aparelho telefônico possibilita ao usuário ver a informação de um telefonema numa tela de televisão;
- legendas na TV;
- berço com auto-falante;
- aparelhos de rádio FM na sala de aula;
- mascaradores de zumbidos;
- fones de ouvido ou pontos de escrita miniaturizados que podem ser conectados diretamente em muitos aparelhos de TV;
- outros.
Cabe ao audiologista prestar esclarecimentos e recomendações aos pais quanto aos modelos de aparelhos de amplificação sonora individual.
1 - Aparelho “de caixa” - Indicado por estimular simultaneamente os dois ouvidos. O aparelho deverá:
- proporcionar ganho acústico adequado à perda auditiva;
- ter durabilidade;
- ter resistência;
- ter amplo espectro de freqüência, destacando as mais graves.
2 - Aparelho retroauricular - Indicado por ter amplificação adequada à perda auditiva, ter efeito estereofônico (possibilita a localização de sons) e provocar efeito estético positivo.
Obs.: É necessário que o educando receba orientação e acompanhamento, por parte do médico, do fonoaudiólogo e de um técnico em eletrônica, de modo a facilitar a adaptação, o bom uso e a manutenção de seu aparelho de amplificação sonora individual. Caso contrário, a ação educativa, embora não seja impedida totalmente, pode sofrer sérias limitações.
A ação educativa conta também com o apoio da área da informática.
A utilização de computadores para melhorar o desempenho lingüístico (estruturação frasal) das pessoas surdas já é uma realidade em vários estados brasileiros.
2.3. Serviços Psicológicos e de Assistência Social
Objetivos do atendimento psicossocial:
- informar e orientar os pais (família) acerca das questões relativas à surdez;
- levar a família a refletir sobre a importância de sua participação no processo de desenvolvimento da criança surda;
- assistir à família em suas necessidades psicossociais.
- detalhar para a família o resultado do diagnóstico médico e fonoaudiológico;
- prestar atendimento às famílias, a partir de seu referencial, de sua realidade, observando suas condições socioeconômicas e culturais e sua disponibilidade para participar da educação da criança. Levar em consideração o seu aspecto emocional sem pré-julgamentos e sem o estabelecimento de padrões ou valores sociais;
- analisar e estudar os problemas de cada família: sentimentos de rejeição, medo, culpa, incerteza, ressentimentos, estresse e ansiedade;
- participar da reflexão sobre a crise familiar e sua problemática, agravada (de forma muito negativa) no momento sociopolítico, econômico e cultural que o País vivencia;
- esclarecer à família quanto à sua real importância no processo de formação de seu filho, como sujeito do mundo;
- procurar envolver todos os membros da família na educação da criança, para que todos participem da busca e da conquista tanto de seus direitos e deveres, quanto da exigência dos direitos e deveres do surdo;
- alargar o campo de ação da família, tornando-a mais responsável pelo filho e orientadora básica de sua educação, evitando negar-lhe qualquer tipo de informação;
- conduzir a família de forma que ela encontre suas próprias soluções, e defina escolhas e condutas a partir de suas próprias deduções;
- trabalhar em parceria com as famílias em busca de:
- recursos financeiros para a aquisição de aparelho de amplificação sonora individual para as crianças - equipamentos;
- elaboração/confecção de material didático, brinquedos adequados e montagem de tarefas que possam ser realizadas, em casa, pela criança;
- melhoria no atendimento educacional como meio do crescimento, amadurecimento e conscientização do papel da família no processo educacional;
- propiciar troca de experiências entre as famílias, com vistas ao crescimento de seus membros, possibilitando-lhes a descoberta de soluções mais práticas;
- apresentar a filosofia, a metodologia e a dinâmica do trabalho utilizada pela instituição;
- conduzir a família a uma visão clara, do processo educacional e suas etapas, esclarecendo-a quanto à etapa de desenvolvimento em que sua criança está inserida;
- apontar os recursos físicos, materiais e humanos da instituição;
- informar a família quanto aos objetivos a serem alcançados pela criança, no atendimento educacional, em conformidade com sua individualidade e potencialidade;
- interagir com os pais, como facilitadora do processo educacional, como cobradora de posturas adequadas, como instrumentalizadora e mediadora dos mecanismos de desenvolvimento da criança;
- procurar suprir necessidades emergenciais da família quanto a:
- problemas emocionais (desabafos, questionamentos) e estruturais;
- aquisição da carteira de passe-livre como acompanhante;
- problemas de ordem técnica e jurídica;
- informações a respeito da extensão da problemática da surdez;
- repassar às famílias valores positivos que devem estar margeando e se infiltrando no processo da formação da criança surda;
- desenvolver Programa de Orientação aos Pais, atendendo às seguintes propostas:
- realização de entrevista para anamnese inicial;
- coleta de documentação e dados para o mapeamento da situação socioeconômica da família;
- convite aos pais, famílias, amigos, vizinhos para se engajarem no trabalho, como co-reabilitadores do surdo, visto que nenhum profissional da educação terá mais contato com a criança que a própria família;
- organização de grupos de pais para estudo de apostilas, apresentadas a partir do primeiro contato da família com a escola, em reuniões semanais. Essas apostilas devem abordar, dentro de um enfoque psicossocial, os seguintes tópicos:
- informações gerais sobre surdez;
- comunicação do/e com o surdo;
- psicologia do surdo;
- sugestões de atividades a serem desenvolvidas na vida diária;
- sugestões de atividades a serem desenvolvidas durante as brincadeiras espontâneas da criança;
- sugestões para a confecção de brinquedos e jogos com vistas à participação da família na educação do filho;
- sugestões de atividades específicas que visam à preparação da fala;
- confecção de diário, para acompanhamento do desenvolvimento da criança; sugestões para confecção de álbuns de figuras, para fixação de conceitos e experiências, a partir do interesse da criança.
- do perigo da família tornar-se um foco de pulsões destrutivas e autopunitivas, violentamente acentuadas por ocasião do nascimento da criança surda e pelo sentimento de incapacidade de interagir normalmente com ela;
- da desestruturação familiar que pode ocorrer por ocasião do diagnóstico médico;
- das funções criativas de suporte e de estimulação das potencialidades da criança surda, para que se tornem agentes do desenvolvimento do filho;
- de valores positivos como: coragem, realismo, autoconfiança, apoio e entusiasmo, que provocam mudanças de atitudes frente ao desafio que é a educação de um filho surdo;
- do papel da família no processo de interação e integração social do filho surdo.
- interatividade permanente por meio de :
- reuniões semanais, mensais e semestrais;
- troca de experiências;
- debates sobre:
- práticas pedagógicas; atividades da vida diária; o conteúdo teórico do Programa de Orientação a Pais, e avaliação do trabalho técnico e individual;
- atendimento individualizado a cada família.
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