- utilizar vocabulário e comandos simples e claros nos exercícios;Esse item nos remete à um problema que citei em uma das postagens anteriores: a falta de conhecimento do intérprete ao assunto dado,deixando-o a par do que será dado em sala de aula, o intérprete terá tempo para atualizar e preparar-se.
- não modificar o vocabulário, os comandos, as instruções, as questões, somente na hora das avaliações;
- dar-lhes oportunidades para ler, escrever no quadro, levar recado para outros professores, como os demais colegas;
- ficar atento para que participem das atividades extra-classe;
- lembrar-se de que apesar de "ler" (ver o significante, a letra), os alunos surdos muitas vezes não sabem o significado daquilo que leram. Muitos possuem o chamado analfabetismo funcional;
- utilizar vocabulário alternativo quando eles não entenderem o que estão lendo. "Traduza", troque, simplifique a forma da mensagem;
- resumir, sempre, o assunto (o conteúdo dado) no quadro de giz, com os dados essenciais, em frases curtas;
- prestar atenção ao utilizar a linguagem figurada e as gírias porque precisará explicar-lhes o significado;
- lembrar-se que a Língua Portuguesa apresenta-se para ele como uma língua estrangeira;
- ter cuidado com a utilização de sinônimos (explique-os para os alunos);
- destacar o verbo das frases, ensinando-lhes o significado, para que os alunos surdos possam entender as instruções e executá-las;
- sentar-se ao lado deles, decodificando com eles a mensagem de uma frase, de um texto, utilizando materiais concretos e dicionário;
- ler a frase ou a redação dos alunos junto com eles, para que possam complementar com sinais, dramatizações, mímicas, sinais e desenhos etc, o pensamento mal expresso;
- enviar, com antecedência, para o professor de apoio da educação especial (escola especial/itinerante/sala de recursos):
o conteúdo a ser desenvolvido a cada semana;
o texto a ser interpretado;
o tema da redação a ser elaborada.
- procurar sempre obter informações atualizadas sobre a educação de surdos e o ensino de sua disciplina em particular.
Para as Escolas: a integração do aluno surdo em classe comum será bem sucedida se:
- a Escola estruture-se quanto aos recursos humanos, físicos e materiais;
- o processo ocorra após o período de alfabetização, quando o educando já possui razoável domínio da Língua Portuguesa (falada e/ou escrita). No entanto, de acordo com as condições que ele apresentar, nada impede que a integração ocorra na pré escola ou em qualquer outra série;
- a Escola, que vai receber este aluno, tenha conhecimento da sua forma de comunicação;
- a Escola só o recebe para inclusão em classe comum, quando houver garantia de complementação curricular em Sala de Recursos, professores itinerantes ou intérprete de LIBRAS;
- a Escola organize a classe comum de forma que não tenha mais de 25 alunos, incluindo o integrado;
- sua idade cronológica seja compatível com a média do grupo da classe comum que irá freqüentar;
- a Escola mantenha um trabalho sistemático visando a participação da família no processo educacional.
Por favor, estou necessitando do seu sobre nome para referenciar você como autora em um trabalho.
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